Clínica Infantil Indianópolis

Alergia na Infância – Obviedades & Achismos

ALERGIA NA INFÂNCIA: OBVIEDADES E ACHISMOS

Autor:
Rubens T. Bonomo A alergia pode se manifestar em qualquer idade. De maneira geral, surge na infância e quanto mais jovem o paciente, maiores os riscos das reações serem mais graves, em termos da necessidade de recorrer a serviços de emergência e até de internação, ao contrário da impressão que se tem com relação às recorrências, que tendem a ser mais frequentes nas manifestações mais tardias. Calcula-se que aproximadamente 25% da população já sofreu com alguma reação alérgica e a previsão não é nada otimista. Nos grandes centros, devido à poluição ambiental crescente, especula-se que estes números atingirão – segundo os mais alarmistas – os 50%, em curto prazo de tempo (até 2020), graças a sintomas respiratórios de Asma ou de Rinite Alérgica nas crianças, principalmente em pré-escolares (dos 2 aos 7 anos de idade). Na realidade, esta casuística está aquém da sua representatividade, uma vez que a alergia respiratória somente pode ser investigada a partir dos dois anos de idade, em que pesam, ainda, os 15% dos casos não detectáveis, que caracterizam os resultados falso-negativos. A interpretação destes 15% é polêmica, pois pode representar tanto um resultado falso-negativo, como significar que o paciente não seja alérgico. No entanto, é óbvio que os exames são solicitados frente a uma suspeita clínica, que faz a diferença em valorizar estes resultados não como excludentes de alergia (como se o paciente não fosse alérgico), mas, com poucas exceções, como falso-negativos (como alergia não detectada). (?Τ?). Não há muito a polemizar se os sintomas estiverem relacionados com mudanças climáticas, sazonalidade ou contato com poeira, ácaros, fungos, animais domésticos ou odores irritantes de qualquer natureza, muito menos, quando ocorre melhora após medicação para alergia e se houver antecedentes familiares, envolvendo parentes próximos, com algum tipo de alergia. Além dos fatores ambientais, a alergia representa uma resposta do organismo cuja essência é genética (hereditária). Felizmente, a transmissão não é dominante, de modo que nem todos da família terão problemas alérgicos manifestos. A casuística demonstra a influência da hereditariedade no cenário das alergias – se houver antecedentes de um dos lados familiares (materno ou paterno), as chances de um dos filhos apresentar reação alérgica são de 35% a 50% e se o problema for de ambos os lados, os riscos atingem 50% até 75%. No entanto, causa estranheza o fato de aproximadamente 15% das pessoas serem alérgicas sem qualquer histórico familiar. A polêmica é que algum parente próximo pode ser portador do gene, sem que a alergia tenha se manifestado. Está quiescente e um dia, ainda, poderá emergir ou a reação foi bem leve, que passou despercebida ou não se deu a devida importância, a ponto de se instalar uma investigação laboratorial.

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