Clínica Infantil Indianópolis

CARREIRA DE OBESO

                                                        CARREIRA DE OBESO
Afora as doenças que podem condicionar aumento de peso, como o hipertireoidismo e a raríssima hiperplasia congênita das suprarrenais, pode-se concluir que a obesidade, na maioria dos casos, decorre do binômio: excesso de alimento e movimentação reduzida.
Quanto à possibilidade de existir uma tendência familiar para a carreira de obeso, não se pode generalizar, mas partindo da premissa de que a criança herda os costumes e os vícios alimentares de seus antecessores que lhes servem de padrão desde tenra idade, é considerável a probabilidade das crianças de pais obesos, que comem muito e têm uma vida sedentária, se tornarem obesas, assim como a continuidade e serem, também, adultos obesos.
Conforme já ressaltado, a comida e o rendimento escolar despertam muita preocupação e ansiedade familiar em colocar mais coisas para dentro das crianças, pois a criança que se alimenta bem, assimila melhor os conhecimentos e a criança sabida está mais preparada para enfrentar o futuro, no entanto, isso não implica em incentivar o comer exageradamente, para evitar que o tiro saia pela culatra, através da obesidade.
Pois já foi o tempo em que se dizia que gordura é formosura.
 Antigamente, aliás, há muito antigamente, a criança gorda, que até correspondia aos padrões estéticos à época, era motivo de orgulho e tranquilidade para certas pessoas, uma vez que refletia, de forma enganosa, ter boas condições de saúde.
Na realidade, estava- se criando um sério problema para o futuro dessas crianças, pois é dado praticamente como certo que crianças superalimentadas desde o nascimento, ao contrário do que se conjecturava antigamente, adquirem uma condição definitiva que as tornarão obesas para toda a vida, transformando-as naquele grupo de obesos hipertensos mais propenso à problemas de colesterol, triglicérides e que, quando não se submetem a cirurgia bariátrica e, muitas vezes, até mesmo após o procedimento,  frequentarão, nem sempre com êxito, os consultórios dos endocrinologistas, dos nutrólogos e nutricionistas e dos cirurgiões plásticos para reparos das sequelas inerentes do emagrecimento.
Outras vezes, o ser magro ou não ser obeso vai depender não propriamente do comer muito, mas, às vezes, à qualidade de vida que conduz ao sedentarismo.
Nessas circunstâncias, o gasto energético será menor e mais alimento sobrará para ser transformado e acumulado na forma de gordura. Isso ocorre com crianças e adultos que passam grande parte de seu tempo na internet, assistindo televisão ou jogando videogames, sem atividade física, salvo a imposta pela escola e a consequência fatalmente é o sobre peso, o qual, principalmente quando junta a fome com a vontade de comer, escancara as portas para a obesidade


* Que fazer frente a um caso de obesidade?
Comer exageradamente, sem a existência de uma doença que esteja condicionando o apetite exagerado, quase sempre reflete uma situação de ansiedade, uma compensação por uma perda ou uma não correspondência, uma insatisfação para consigo mesmo ou uma proteção contra ameaças externas, que seja até para agredir ou chamar a atenção dos pais excessivamente preocupados com a alimentação, pois assim como algumas crianças podem usar o do não comer como arma, para despertar a atenção, outras podem se valer do comer excessivamente, principalmente, agora, nos tempos atuais em que todos procuram seguir os padrões estéticos da elegância, inclusive com o magro gozando de privilégios que descortinam excelentes condições de saúde.
Criança também é gente! E está sujeita às mesmas sensações, emoções, frustações, inadaptações e os problemas geralmente assumem uma dimensão muito mais relevante, pois elas não têm a mínima compreensão e muito menos condições para solucioná-los. Sofrem mais.
Portanto, é de interesse a interpelação junto aos professores e demais pessoas do convívio com a criança, para identificar possíveis fatores emocionais e avaliar a necessidade de um aconselhamento psicológico e/ou de um acompanhamento com um nutrólogo/ nutricionista.
Não se dispõem de varinhas de condão, contudo, estes conselhos podem ter alguma efetividade:
*Procurar corrigir os vícios alimentares e sutilmente fazer com que os adultos não continuem dando o exemplo.
*Incentivar o exercício físico através do esporte, da ginastica e da marcha, sem forçar e respeitando a aptidão pela prática desportiva escolhida.
*Estimular a vaidade da criança, para que possa se sentir melhor em ter um corpo harmonioso e bem proporcionado. Uma maneira, talvez, mais satisfatória que as palavras, é a compra de vestimentas, obviamente que se o bolso permitir.
*Importante ter sempre bons pensamentos, boas palavras e bons comportamentos. Elogiar os progressos, sem cobranças frente aos insucessos. O estimular é sempre confortante, principalmente vindo dos pais.
*Não parece oportuno a imposição de dietas rigorosas, que a criança não segue, sendo mais aconselhável o esquema das restrições seletivas, oferecendo e restringindo alguns alimentos.
* O básico no dia a dia, inclusive na escola (o que não é fácil), é estabelecer algumas regras; aos sábados: liberar com limitações; domingos, feriados e festas: seja o que Deus Quiser.
O importante é dar condições ao pequeno obeso, para que perca peso sem muito sacrifício. A criança deve aprender desde cedo que, com raríssimas exceções, nada se consegue sem algum esforço e é o que dá mais sabor, um gostinho especial as vitórias.

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