Clínica Infantil Indianópolis

Respirar pela boca: Roncar, babar e ranger os dentes desde pequeno

RESPIRAR PELA BOCA – Roncar, babar e ranger os dentes desde pequenoCAUSAS DA RESPIRAÇÃO ORAL – Infecções de repetição das amígdalas: Causam aumento do seu tamanho (hipertrofia) e dificultam arespiração nasal. – Desvio do septo: Formação ósseo-cartilaginosa que separa as duas narinas. – Crescimento das adenóides (hipertrofia): Espécie de amígdala localizada atrás do nariz que reduz o espaçoexistente entre o nariz e a faringe (nasofaringe) obstruindo a passagem do ar.- Se a hipertrofia for superior a 75%, o tratamento é cirúrgico (adenoidectomia). Não há idade mínima para essacirurgia, que costuma dar bons resultados, exceto quando houver um quadro alérgico associado. Aadenoidectomia não implica, obrigatoriamente, na cirurgia das amígdalas (amigdalectomia) e vice-versa.- A operação das amígdalas, teoricamente, tem indicação quando ocorrer cinco ou mais episódios de amigdalitepor ano, durante dois anos consecutivos e, salvo condições especiais, somente após os três anos de idade.-  Rinite alérgica: Estima-se que acometa 26% das crianças e 30% dos adultos . Nos casos leves, os sintomascomo: Epistaxe (sangramento nasal) – geralmente unilateral – obstrução nasal, coriza, acessos de espirros,coceira no nariz – que pode atingir também as pálpebras e os ouvidos, não chegam a incomodar, tampouco arespiração oral é significativa a ponto de provocar alterações na arcada dentária. Não raramente, emdecorrência deste quadro clínico inexpressivo, o tratamento é negligenciado, permitindo sua cronicidade. ().Em alguns destes casos a rinite perene pode fazer com que a criança apresente o chamado “bruxismo” (dormirapertando e rangendo os dentes) cujo resultado é o desgaste dentário com a deformação da arcada e todas suasimplicações. O bruxismo surge em qualquer idade, sendo mais comum na infância e adolescência. Estima-seque 10% a 14 % das crianças dos sete aos quinze anos apresentam esta disfunção e, consequentemente, doresde cabeça, dificuldades para engolir e falar, insônia, sonolência diurna etc. Em 50% das vezes, a causa éatribuída a afecções alérgicas respiratórias. Nos demais casos, ganham importância problemas de ordememocional como: ansiedade, hiperatividade, estresse e outros.  CONSEQUÊNCIAS DA RESPIRAÇÃO ORAL No sono & deformidades na arcada dentária: A respiração oral, nos casos leves, pode ser responsável porum sono agitado que nunca atinge o estágio mais profundo do repouso e algumas noites mal dormidas causamum sem-fim de problemas. Dificuldade para memorizar e até mesmo em fixar atenção nos afazeres mais simples,com prejuízo no rendimento escolar e atividades físicas. As oscilações do humor, apatia e irritabilidade,comprometem o convívio social.Nos casos mais graves ou arrastados, além deste quadro, no qual, estas perturbações quase sempre são maispronunciadas, a respiração oral provoca um crescimento mais vertical do crânio, predispondo a formação deum pálato (céu da boca) em forma de ogiva (como um “V” invertido) com estreitamento dos maxilares ediminuição do espaço destinado a erupção dentária. O resultado final é um queixo com aspecto afilado oupontudo, boca pequena e dentes oclusos – que só rompem a gengiva através de intervenção cirúrgica, ou dentesencavalados – com crescimento irregular, obrigando o uso prolongado de aparelhos ortodônticos. As visitas aodentista tornam-se mais freqüentes, pois existe maior suscetibilidade às cáries. Futuramente, além do problemaestético, serão fortes candidatos à “mordida cruzada”, causa importante de dor de cabeça, muitas vezes, dedifícil abordagem clínica.O ideal é combater a causa o mais precocemente possível, a fim de evitar o surgimento do problema ouminimizar seus efeitos. Na alimentação: A deformidade na arcada dentária prejudica toda dinâmica da digestão. ().Fica mais cansativo mastigar e também engolir, principalmente alimentos de consistência sólida, com riscos dacomida ser recusada quando não for de consistência pastosa ou líquida. A falta de estímulo à mastigação tendea se intensificar, fazendo com que as crianças adquiram o hábito inadequado de receber qualquer alimentosomente na mamadeira ou comer com a boca aberta, engolindo ar, favorecendo o arroto e a flatulência.A diminuição do olfato, comum nestes casos, representa um fator responsável pela falta de apetite, pois tudofica com sabor estranho ou sem gosto.Em crianças maiores e adolescentes, esta falha na mastigação pode ter efeito contrário. Engolir rápido diminuia sensação de saciedade e faz com que comam mais do que o necessário. Se os gastos energéticos, através dosexercícios, não forem suficientes para estabelecer um equilíbrio, o epílogo será uns quilos a mais na balança. Na fala: Falam errado com tendência a repetir palavras, o que não deixa de ser um estímulo à gagueira, quejá ocorre normalmente (gagueira fisiológica) em dois períodos da infância: ao redor dos 3 e 7 anos. Tambémapresentam vocabulário pobre, muitas vezes, não compatível com a idade. Na respiração: Não respirar predominantemente pelo nariz implica em receber um ar impróprio – que nãofoi filtrado, limpo, umidificado e aquecido na temperatura ideal de 36graus centígrados. Crianças que respirampela boca, geralmente roncam, babam demais, sofrem crises de apnéia, têm mais infecções de garganta(faringites, laringites), ouvido (otites) e gripes. Por acumularem secreção retronasal, há maior predisposição àsrinossinusites e hálito forte (halitose) muitas vezes erroneamente atribuído à causa gástrica (refluxogastroesofágico).R.T.B

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